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3 de Novembro de 2010 às 13:39

“Não entendo por que tem gente torcendo contra”, diz Giba à revista ESPN

Giba é um dos principais nomes da história do voleibol brasileiro. Venceu tudo o que poderia ao longo de seus 20 anos de carreira. Porém, o tricampeonato mundial conquistado recentemente na Itália deixou suas marcas. Apontado como um dos líderes de uma suposta marmelada (o Brasil foi derrotado pela Bulgária por 3 a 0 em um jogo em que perder o beneficiaria), o jogador rebate as críticas da imprensa e se considera um campeão incompreendido no próprio país. “Ganhar incomoda. O que eu mais fico triste com a mídia no geral é isso. Se a gente ganhasse o que ganhou em qualquer outro lugar do mundo, o reconhecimento seria totalmente diferente” explica o atleta para a edição de aniversário de um ano da revista ESPN, publicação da SPRING Editora, que chega às bancas no dia 4 de novembro.

Com a classificação para etapa seguinte garantida e pensando na fase final do campeonato, o Brasil poupou Bruninho, o único levantador do elenco, da partida contra a Bulgária. Seu substituto foi o oposto Theo. Giba não aceita a forma como o caso foi repercutido no Brasil. “Não vejo como a gente ser o único time criticado por poupar jogador. Não estava em campeonato de vila, mas no Mundial. Mesmo com a Bulgária reserva, não dá para ganhar com um oposto levantando. Entendo as críticas? Aqui dentro do Brasil, não consigo entender. Mas infelizmente o que vende é notícia ruim. Ninguém deu ênfase ao jogo que a gente perdeu contra Cuba, por exemplo, por 3 a 2. A gente perdeu sem poupar. Para mim, aquele jogo foi a final, o melhor do campeonato inteiro”, afirma.

Em uma entrevista franca, Giba disse que não se incomoda com o possível rótulo de líder das marmeladas. Vale lembrar que em 2003, o jogador foi chamado de maconheiro já que foi pego em um exame antidoping. “Tudo que aconteceu na minha vida foi no tempo certo. A primeira coisa é saber lidar com isso, com a responsabilidade. Se fez uma coisa errada, assuma. O tachado de maconheiro ou ter feito uma marmelada... O segundo não tem o que dizer, é uma coisa que faz parte do esporte. No primeiro, todo mundo é humano. Até então nenhum jogador tinha levantado a mão e dito: ‘Eu fiz, eu errei’. Todo mundo tentava a segunda prova, falar que não fez. Eu sou dessa filosofia: fez errado, assume a culpa, enfrenta de frente o problema e depois vê o que acontece. Pelo menos enfrentei com dignidade. A minha imagem ficou até mais segura depois”, ressalta o jogador.

Sobre a Spring Editora

A Spring Editora, sob direção de José Roberto Maluf, é responsável pela versão nacional da ROLLING STONE, conhecida internacionalmente, além das revistas AMÉRICAECONOMIA, ESPN, AERO MAGAZINE, DOCOL, OAS, DAY BY DAY, VOETRIP e ABECS. Desde 2008, representa a Mídia de Bordo TRIP, que desenvolve conteúdo e ações de marketing personalizados e segmentados para o público da TRIP Linhas Aéreas, a maior companhia regional da América do Sul.

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