NOTÍCIAS

11 de Janeiro de 2011 às 09:30

Larraín desbanca Mantega e é o melhor ministro de finanças da América Latina

Renata Firace - Linhas Comunicação [renatafirace@linhascomunicacao.com.br] (11) 3465-5888

Estudo realizado pela AméricaEconomia elenca os 18 políticos da região que mais destacaram à frente de ministérios da Fazenda ou das Finanças Públicas em 2010

Felipe Larraín, ministro da Fazenda do Chile, foi considerado o melhor ministro de finanças da América Latina, de acordo com ranking elaborado pela AméricaEconomia, da Spring Editora. O estudo completo, que lista os 18 principais políticos da região à frente de ministérios da fazenda ou das finanças, está na edição de janeiro da revista.  

O político chileno, que em 2010 desbancou Guido Mantega – o brasileiro conquistou a primeira posição no ranking em 2009 –, conseguiu incrementar o resultado fiscal de seu país em quase três pontos. Economista com doutorado por Harvard, Larraín também supera seus pares em eficácia legislativa, considerando a maior fragmentação da Câmara dos Deputados do país.

Mantega, que continuará no comando do Ministério da Fazenda na gestão Dilma, o segundo lugar. Apesar de criticado por sua formação em sociologia, ele conseguiu melhorar o desempenho fiscal do país em quase dois pontos do PIB e usou boa parte dos gastos para implantar a maior política redistributiva da história.

Na terceira posição, ficou o Ministro da Fazenda do México, Ernesto Cordeiro, que assumiu a pasta em dezembro de 2009, pouco depois da epidemia da gripe H1N1 que assolou o país. Com uma política de gastos responsável, o contador surpreendeu em sua gestão. Ainda com uma leve piora no resultado fiscal, Cordeiro estruturou melhor a dívida, criou um mercado nacional profundo de bônus e prorrogou vencimentos.

Aparecem também entre os primeiros colocados Juan Carlos Echeverry, da Colômbia (4º), Fernando Lorenzo, do Uruguai (5º), Alberto Vallarino, do Panamá (6º), Ismael Benavides, do Peru (7º), Dionísio Borda, do Paraguai (8º). Vicente Bengoa, da República Dominicana (9º) e Luis Arce, da Bolívia (10º).

O ranking leva em consideração uma combinação de indicadores macroeconômicos, além da opinião de especialistas de todos os países da América Latina. Os ministros foram avaliados sob cinco diferentes critérios ao longo de 12 meses de gestão: estabilização, desenvolvimento, força institucional, perfil pessoal e resultados macroeconômicos. 

 

compartilhe >

facebook facebook