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11 de Janeiro de 2011 às 09:21

Edição 200 - Um voo pela história

Felipe Mazorca - Linhas Comunicação [felipe@linhascomunicacao.com.br]

(1) Voo pela história

Se comemorar 200 edições ininterruptas já é um feito notável para qualquer publicação brasileira, o que dizer, então, de uma revista especializada? Afinal, ao longo de 16 anos de existência de Aero Magazine, assistimos ao surgimento de novos aviões e ao ocaso de outros, assim como à ascendência de fabricantes e ao desaparecimento de marcas famosas e consagradas. Também testemunhamos o avanço da tecnologia embarcada nas aeronaves, civis e militares, o que resultou no aumento da segurança de voo, assim como da eficiência e da precisão das operações. Por isso, ao completar marca tão importante, resolvemos celebrar o objeto central de nosso trabalho, a aviação, com uma seleção de 200 aeronaves que marcaram época, contribuíram com inovações para a indústria do transporte aéreo ou ficaram gravadas na memória por sua beleza, seu desempenho ou simplesmente pelo sucesso comercial.

 

(2) O pequeno notável que vem de Minas

No dia 1º de dezembro último, a Aero Magazine acompanhou um marco na história da aviação mundial. A equipe de reportagem voou junto com o CEA-308, o avião-conceito desenvolvido na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que acaba de bater quatro recordes mundiais de velocidade. A máquina construída com materiais compostos tradicionais e madeira e que possui um motor de 80 cavalos, estabeleceu as marcas na categoria C1A0 da Fédération Aéronautique Internationale, destinada a aviões terrestres com motor a pistão, hélice e peso de decolagem inferior a 300 quilos. A incrível velocidade máxima de 360 km/h foi alcançada no Aeroporto Regional da Zona da Mata (SDZY), próximo a Juiz de Fora.

 

(3) Sem medo de voar

Nem sempre, é fácil conviver com o mede de viajar de avião, que por vezes pode afetar a vida pessoal e profissional de uma pessoa. Novas terapias foram desenvolvidas para tentar curar esse problema. Um método de tratamento é o reprocessamento de lembranças difíceis, usado em terapias como o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Dessensibilização e Reprocessamento por meio de Movimentos Oculares), que permite resolver medos, ansiedades e fobias de uma forma rápida e eficiente. “Normalmente, o cérebro processa e arquiva os acontecimentos diários, por meio do processamento normal, enquanto dormimos. Sabemos que isso acontece durante o movimento rápido ocular do sono (sono REM)”, explica a psicóloga Ely Regina de Carvalho.

 

(4) Um risco que não estava no mapa

Na manhã de sábado, dia 30 de outubro, uma tragédia abateu-se sobre o balonismo brasileiro. Três balões transportando oito passageiros cada um foram atingidos por fortes rajadas de ventos menos de uma hora após decolarem de Boituva. Apenas um conseguiu pousar, enquanto os outros tiveram seus ocupantes lançados para fora do cesto, ou sofreram violentíssimos e repetidos impactos, com o solo, muros, casas, árvores e fios de alta tensão. O acidente, o primeiro com conseqüencias graves no balonismo nacional, acabou com três vítimas fatais, inclusive o piloto de um dos balões, e 14 feridos, alguns com lesões mais sérias. A revista Aero Magazine investigou as causas do acidente e apresentou as eventuais prevenções que devem ser tomadas para evitar que tragédias como esta voltem a acontecer.

 

(5) Pontualidade nórdica

Mesmo com o aumento no número de passageiros, o caos aéreo, infelizmente comum nos aeroportos brasileiros, deve passar longe do Aeroporto Internacional Gardermoen de Oslo, capital norueguesa. Em 2010, o aeroporto foi eleito o mais pontual do continente pela quarta vez consecutiva pela AEA, a associação das linhas aéreas europeias. Isso mesmo tendo assumido a sexta colocação no ranking europeu em movimento de embarques domésticos. Localizado a 35 km a nordeste da capital, o complexo emprega 13 mil funcionários, que colaboram para que os voos mantenham a pontualidade durante 24 horas por dia, mesmo em dias de fortes nevascas, comuns na região durante o inverno. A infraestrutura conta com duas pistas paralelas para pousos e decolagens com separação adequada para operarem simultaneamente, sistema de pouso por instrumentos de precisão nas quatro cabeceiras, malha adequada de pistas de táxi, quatro áreas especiais e bem localizadas para operação de degelo (deicing) das aeronaves.

 

(6) Concentrado na investigação

A grande entrevista desta edição é com o brigadeiro do ar José Pompeu dos Magalhães Brasil Filho de 51 anos. O chefe da Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) fala sobre a preparação do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), trabalho que atualmente toma boa parte de seus esforços. Com o plano, haverá uma redução da participação dos militares, que deixarão de fazer atividades de prevenção para a aviação civil. Com isso, o Cenipa também deixa de certificar os profissionais que atuam neste setor. Piloto de aviões e helicópteros, com mais de 4.500 horas de voo, o brigadeiro fez cursos de especialização em segurança aeronáutica nos Estados Unidos e tem experiência em cargos destinados a militares no Executivo e no Legislativo. “Vamos nos afastar da formação de civis para a prevenção de acidentes”, afirma.

 

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